
Passem o ano todo reclamando – babilônia desvairada, lugar imposto aos homens, não vejo a hora de ir para praia e esquecer tudo isso aqui. Vai, desce e devora o beijo horizonte com seus olhos e dentes famintos, reclama onde mora agouros, se deixa em restos pela areia e deseje nunca mais voltar ao martírio que termina seu sonho. Volta e vive o resto do ano chorando a praia. Nós, que nús no carnaval, andamos o verdadeiro da cidade despida de gente, temos memórias de um subsolo paraíso. Entre este cinza existe, sempre esteve aqui e sempre estará escorrendo entre nossos dedos, verdadeiro como a escrita. Era preciso ter olhos para enxergar, agora é preciso enxergar para ter olhos.




